Skip to content

Sonho meu, sonho meu, haverá alguém mais…

Setembro 10, 2013

Tenho ideia que sonhei hoje com isto, mas não confirmo, nem desminto 🙂

Estava eu no Marquês de Pombal, onde havia um enorme ‘animal’ que parecia dócil no seu semblante, mas perigoso quando se mexia. Toda a ‘sociedade’ precisava dele, porque dele dependia para se alimentar e viver. Era um ‘animal’ do tamanho de todo o passeio central da Praça. De um lado, tinha excesso de ‘estado’ com gorduras curvilíneas, assimetricamente distribuídas; do outro lado; do outro lado, tinha excesso de ‘mercados’, cheio de banhas largas e gordas que se acumulavam em todo o corpo do animal. Claro está que do lado esquerdo estavam as banhas do ‘estado’, do lado direito estavam as ‘banhas’ dos mercados. À volta do animal, uma enorme multidão, um país inteiro. A bem ver, toda a população portuguesa!

Incrível era enquanto o animal tirava grandes pedaços de banha e carne do estado, lambia as banhas e a carninha suculenta dos ‘mercados’. No lado esquerdo, as pessoas gritavam revoltadas, chamando nomes ao animal, brandindo as mãos com punhos nada simpáticos e ameaçando-o de que o animal não vai ficar por ali muito tempo, vivo. No lado direito, as pessoas eram menos mas falavam mais alto porque tinham altifalantes, pagos aliás por uns senhores que estavam na sombra dos batedores.

Surpreendente, era o facto de que a quase totalidade da ‘sociedade’ presente no Marquês de Pombal estava calada, quieta e em total silêncio… desta, saiu uma voz que calou todas as outras: «Eu tenho a solução: cortamos o animal ao meio, a parte do ‘estado’ vai para as pessoas do lado esquerdo e a parte dos ‘mercados’ vai para as pessoas que estão à direita». De seguida saiu outra voz que disse: «Mas…Não podemos fazer isso, senão o animal morre! Nós precisamos das duas partes!». Poucas vozes se ouviam, porque a maioria da ‘sociedade’ estava abstida, alienada e silente do que se passava. “Não me interessa, eles que decidam e se comam uns aos outros” dizia uma. Certo é que muitas de ambos os lados da ‘sociedade’ calaram-se, petrificadas, por não saberem uma solução de emagrecer o peso do animal que o impedia de crescer e assim dar alimento e vida à ‘sociedade’. No fundo, toda a ‘sociedade’ estava preocupada com o ‘estado’ e o ‘mercado’, e todos eram interdependentes, mas não assumiam, porque os interesses particulares predominavam. De repente, vindos do céu, surgem um anjo, um joker e um diabrete e, matam o animal…  Da ‘sociedade’, a que restou da história, perguntaram: «Mas Porquê?!» «E Agora, como vamos viver?!» «Por qual razão mataram o animal?!». Os três forasteiros responderam em coro: «Foram ordens superiores!».

Lição da história?! Talvez sonhe com ela hoje, mas tenho umas ideias sobre o assunto.

Anúncios
No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: