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A propósito do “Que se lixem as eleições”! (PPC)

Julho 24, 2012

Esta convicção ideológica de PPC exige ao PS muito mais que o não alinhamento na deriva privatista e “socio-austera” do Governo. Quer-me parecer que o eventuual demérito do Governo, per se, não vai oferecer ao maior partido da oposição, ao contrário do habitual, o poder na próxima eleição legislativa. Porém, independentemente da especulação, pois 2015 está longe mesmo para previsões, o PS tem de se atalhar no discurso e na dialéctica da nova vida e da nova política, com uma enfase mais comunitária que social, assente mais no “valor” que no custo (sector não privado) ou lucro (sector privado), buscando o bem-estar e não tanto o pleno do consumo de recursos.
Que temos de mudar de vida, já ninguém duvida. Importa agora operacionalizar com profundidade para se traduzir da melhor forma no discurso político. Por isso, quero crer que só um discurso de mudança não chegará. É necessário um discurso de mudança para novas respostas que nós portugueses temos de mudar face às que sentimos já serem devidas, mas que não se reflectem ou se facilita em caminhos e respostas políticas, no discurso político. O discurso político não é só para dar esperança às pessoas, como Obama provou, mas capacitar cada um com, com as pessoas, uma esperança ideal de respostas reais e realizáveis. É esta enfase que falta e é esta inspiração que as pessoas reconhecem.
É já insuficiente dizer-se que a democracia é o governo do povo, para o povo e em nome do povo. Hoje temos de acrescentar o “com”, pois a representação e participação já não têm o exclusivo da legitimação de exercício do poder público. Quem souber melhor querer (e comunicar) “com” as pessoas fazer políticas públicas (PP) ganhará as eleições; agora importa é saber em concreto quais. Seguindo a lição política de Obama, uma coisa parece ser certa: quando se promete um novo caminho, trabalho planeado, dedicado, colectivo, aberto e bem estruturado, envolvendo voluntários, sem constrangimentos, é essencial, pois são as vagas de fundo que decidem eleições. E as pessoas sabem reconhecer uma quando elas estão perto delas.

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